Informativo AOCEANO - 006/Agosto/2015

Edição 006/Agosto/2015

DESTAQUE

Projeto Tamar completa 35 anos com nova geração de tartarugas marinhas

"O número de tartarugas, que vinha subindo aos poucos a cada cinco anos, no último quinquênio deu um pulo radical", diz o oceanógrafo Guy Marcovaldi.

Soltura de filhotes será feita na Praia da Atalaia em Aracaju (SE).

O Projeto Tamar comemora nesta quarta e quinta-feira, dias 26 e 27 de agosto, no Oceanário de Aracaju (SE), 35 anos de existência, com a soltura de filhotes de tartaruga na Praia da Atalaia, na Capital do Estado.

Na avaliação do coordenador nacional do projeto, o oceanógrafo Guy Marcovaldi, o Tamar está comemorando “muito mais do que um aniversário. É uma nova geração de tartarugas marinhas que apareceu no litoral brasileiro”. Isso se concretizou agora, ao se completar os 35 anos porque, conforme explicou, as estatísticas são feitas de cinco em cinco anos.

“O número de tartarugas, que vinha subindo aos poucos a cada cinco anos, no último quinquênio deu um pulo radical”. Isso se deve, segundo Marcovaldi, a uma nova geração de tartarugas que estão reocupando as praias brasileiras. O número evoluiu de 4,5 milhões de filhotes por ano, entre 2005 e 2009, para 8,4 milhões/ano. “Dobrou, praticamente”.

Para o próximo quinquênio, os planos são “continuar firme e forte na praia e confirmar que essa geração vai seguir ativa, saudável e se reproduzindo, afastando cada vez mais as tartarugas da ameaça da extinção. Ainda não chegamos lá, mas vamos chegar”, afirmou Marcovaldi.

A programação comemorativa inclui, além da soltura de filhotes de tartaruga marinha, apresentação gratuita de grupos folclóricos e de teatro, e show do cantor Milton Nascimento com o Dudu Lima Trio.

O Projeto TAMAR é uma cooperação entre o Centro Tamar/ICMBio e a Fundação Pró-TAMAR. Tem o patrocínio oficial há três décadas da Petrobras, através do programa Petrobras Socioambiental e atua em nove Estados brasileiros, onde recebe diversos apoios locais. Todos os recursos captados são revertidos integralmente para as atividades de conservação das tartarugas marinhas.
(Fonte: Agência Brasil)


NOTÍCIAS

Poucos passos faltam para a efetiva regulamentação

Encontro com o Ministro do Trabalho anima Oceanógrafos.

João Thadeu (E), Fernando Diehl, Nikolas Reis, Ministro Manoel Dias, Deputado Fabrício, Secretario Giovani

Representantes da Associação Brasileira de Oceanografia – AOCEANO, acompanhados dos deputados catarinenses Nikolas Reis (PDT) e Fabrício de Oliveira (PSB), estiveram reunidos no dia 6 de agosto, com o Ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, em Brasília. Na pauta, a necessidade de um entendimento sobre a lei que regulamenta a profissão e a criação de um Conselho de Classe que possa dar mais autonomia para o acompanhamento e fiscalização do exercício profissional.

Atendendo sugestão do Ministro, a AOCEANO está elaborando um documento mais robusto justificando as razões do pleito, as quais Manoel Dias considerou justas. No Facebook da AOCEANO, a repercussão deste encontro foi grande e muito positiva. Teve alcance de quase 5.000 pessoas, além de dezenas de curtidas e compartilhamentos. Confira a postagem e a reportagem completa em https://goo.gl/PjjuZR

Monitoramento inédito de aves e animais marinhos começou em Santa Catarina

O projeto foi exigência do IBAMA, condição para o licenciamento ambiental de uma nova operação no Pré-Sal da Bacia de Santos.

Começou no dia 24 de agosto a primeira fase do maior projeto de estudo ambiental da fauna marinha já feito no Brasil, financiado pela Petrobras e capitaneado pela Univali, sob a coordenação geral do biólogo marinho, André Silva Barreto. As atividades iniciam com o monitoramento de 1.100 quilômetros de praias entre Laguna (SC) e Ubatuba (SP).

A ideia é coletar dados sobre o aparecimento e morte de animais na costa, em especial os tetrápodes marinhos (aves, tartarugas e mamíferos), e identificar se a produção e exploração de petróleo e gás tem algum reflexo sobre as espécies.

O projeto foi exigência do IBAMA, condição para o licenciamento ambiental de uma nova operação no Pré-Sal da Bacia de Santos, que deve compor 23 Unidades Estacionárias de Produção até o final de 2022, o equivalente a mais 1,7 milhão de barris de petróleo por dia.

Neste primeiro momento, além de patrulhamento das praias serão construídos centros de Triagem e Reabilitação de Animais e também de estabilização de animais nas regiões Sul e Sudeste. Em Santa Catarina, Penha e Florianópolis serão contempladas.

Conheça melhor projeto em http://goo.gl/IGFDuM.

FAO estima existirem 5 trilhões de peças de plástico boiando nos oceanos

Trata-se de um risco enorme para praticamente todos os organismos marinhos.

A FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) alerta que isso pode ter resultados trágicos e cita o exemplo das tartarugas marinhas que comem sacolas plásticas e, muitas vezes, morrem porque sua digestão é paralisada.

De acordo com a agência, enormes ilhas de lixo flutuantes, com o dobro do tamanho do estado do Texas, foram recentemente localizadas nos oceanos Atlântico e Pacífico. No entanto, o sul do Oceano Índico é relativamente inexplorado.

Leia a reportagem completa em http://goo.gl/Y2pr1x.


AGENDA

A Universidade Federal de São Paulo promove de 1 a 4 de dezembro de 2015, em Santos, a sua 1ª Semana de Ciências do Mar. Acompanhe as novidades sobre o evento pela Fanpage https://www.facebook.com/simposiocienciasdomar

Ministro do Trabalho recebe Oceanógrafos em Brasília

João Thadeu E Fernando Diehl Nikolas Reis Ministro Manoel Dias Deputado Fabrício Secretario Giovani

Objetivo do encontro ocorrido nesta quinta-feira foi o de debater, entre outros temas, sobre regulamentação de leis trabalhistas e criação de Conselho de Classe que viabilize independência para o acompanhamento e fiscalização da profissão

Representantes da Associação Brasileira de Oceanografia – AOCEANO, acompanhados do deputado estadual por Santa Catarina, Nikolas Reis (PDT), estiveram reunidos no dia 6 de agosto, com o Ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, em Brasília. Na pauta, a necessidade de um entendimento sobre a lei que regulamenta a profissão e a criação de um Conselho de Classe que possa dar mais autonomia para o acompanhamento e fiscalização do exercício profissional.
Regulamentada pela Lei 11.760, assinada pelo então presidente Lula em 2008, a profissão de Oceanógrafo ainda enfrenta desafios pontuais para seu exercício pleno. Um desses obstáculos está relacionado à emissão do Cadastro Técnico Federal (CTF) do IBAMA. Uma alteração recente no sistema de emissão do CTF retirou a profissão de Oceanógrafo da lista de profissões e a incluiu na família de profissões encabeçadas pelos Geólogos, com a justificativa de que os oceanógrafos não tem conselho de classe profissional. Assim, o CTF do Oceanógrafo deve ser emitido como se ele fosse profissional Geólogo, o que é considerado “um disparate, uma incoerência”, ressalta o Presidente da AOCEANO, Oceanógrafo João Thadeu Menezes.
Desta forma, um Conselho de Classe garantiria o “respeito” de outras categorias que dispõe ou já integram um Conselho de Classe, além de viabilizar a importante autonomia para o acompanhamento e a fiscalização do exercício profissional.
“São situações como essas que precisamos definir com o Ministério do Trabalho e Emprego para que possamos garantir o exercício pleno de nossa profissão. A criação de um conselho profissional seria uma saída para validar uma luta para o reconhecimento da nossa profissão, que levou décadas até ser sancionada em 2008”, comenta o conselheiro diretor da AOCEANO, oceanógrafo Fernando Luiz Diehl, responsável por conduzir o processo de regulamentação da Lei 11.760, que dispõe sobre a regulamentação da profissão de oceanógrafo, também presente na reunião com o Ministro.

Encaminhamentos
Ao fim do encontro, o Ministro Manoel Dias solicitou que a AOCEANO encaminhasse um documento contendo as razões para o pleito, o qual considerou justo. “Na verdade, esperávamos até este pedido mais cedo”, ponderou Dias. De posse desse documento, caberá à Secretaria de Políticas Públicas e Emprego, dirigida por Giovani Queiroz, o acolhimento e tramitação do pedido.
Esse documento da AOCEANO, segundo o Ministro, cujo domicílio eleitoral é Santa Catarina, servirá de base para o Ministério do Trabalho e Emprego elaborar uma proposta, a ser encaminhada à Casa Civil. “Acreditamos que não há objeção a essa demanda, mas o Ministério deve ser provocado sobre essa questão. Cabe aos Oceanógrafos se organizarem para encaminhar um pedido oficial”, explicou Manoel Dias. A criação do Conselho depende de lei complementar, enquanto a regulamentação deve ser feita por decreto.
Nikolas Reis destacou a ampliação do mercado nessa área e defendeu a importância da profissão. “No país existem 13 universidades que oferecem cursos de Oceanografia, sendo nove instituições federais de ensino. São mais de três mil profissionais em atuação e 400 recém-formados entrando para o mercado a cada ano”, destacou o deputado catarinense, que estava acompanhado de seu conterrâneo e deputado, Fabrício Oliveira.

Valorização aos oficiais Hidrógrafos
Fernando Diehl lembra que outra busca é valorizar os oficiais Hidrógrafos, formados pela Marinha do Brasil, que também almejam por serem reconhecidos como profissionais oceanógrafos, já que sua formação e atribuições profissionais constam na lei que regulamenta a profissão de Oceanógrafo.
“A criação de um Conselho de Classe que unisse Oceanógrafos e Meteorologistas, incluindo os oficiais Hidrógrafos, portanto, atenderia as demandas desses profissionais numa única entidade, viabilizando processos mais ágeis, mais dinâmicos e sem burocracias”, afirma o Oceanógrafo Fernando Diehl.

Oceanógrafos comemoram sete anos de regulamentação profissional

Após uma luta que durou mais de 30 anos, hoje oceanógrafos atuam de forma efetiva e com respaldo da lei em atividades desenvolvidas em águas marinhas e interiores.

O ato de se regulamentar uma profissão no Brasil requer bastante tempo. Desde a construção do projeto de lei (PL), passando pelos devidos estudos e debates nas várias comissões, até a sua posterior votação e aprovação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, demanda um processo que pode durar anos, até que o PL seja sancionado em Lei. Sem aqui contar as inúmeras oposições e obstáculos criados no decorrer do processo, que foram muitas ao longo dos mais de 30 anos da luta.

Para os oceanógrafos, que nesta sexta-feira, 31 de julho de 2015, comemoram sete anos de regulamentação da sua profissão, por meio da sanção da Lei 11.760 em 2008 pelo então presidente Lula, foram necessários 20 anos de tramitação do último projeto de lei apresentado com tal objetivo, nas duas Casas Legislativas, de autoria do então Senador Esperidião Amim. Uma luta que se pautava na busca de tentar barrar os constantes transtornos decorrentes de tentativas de algumas categorias profissionais de impedirem o oceanógrafo de atuarem na sua área de formação.

“A sanção da Lei 11.760 veio regulamentar, de direito, algo que já exercíamos de fato, desde a graduação dos primeiros oceanógrafos, em 1975. Isso é, a lei que dispõe sobre a regulamentação da profissão de oceanógrafo nos deu a tranquilidade para não sermos mais alvo de grupos que tentavam impedir nosso exercício profissional com a justificativa fútil de que não tínhamos a profissão regulamentada”, recorda o oceanógrafo Fernando Luiz Diehl.

Ele lembra que, no processo de regulamentação profissional, foram construídos três projetos de lei que buscavam a regulamentação: um, de 1976, de autoria do então deputado federal Freitas Nobre, encaminhado pela Câmara dos Vereadores da cidade de Rio Grande (RS), a pedido da Fundação Universidade do Rio Grande - FURG e pela AOCEANO; outro de 1988, de autoria do então deputado federal Antonio Carlos Konder Reis, já elaborado pela AOCEANO, então presidida pelo oceanógrafo Raul de Bem Junior; e o projeto 274/1991, de autoria do senador Esperidião Amim, encaminhado pela AOCEANO, então presidida por Fernando Luiz Diehl e que resultou na Lei 11.760, sancionada em 31 de julho de 2008.

A entidade que representa os oceanógrafos completou 40 anos de atuação neste ano de 2015 e, desde o início dos anos 1980, atuou efetivamente nos bastidores políticos para a regulamentação da profissão de Oceanógrafo.

A profissão nos dias de hoje

Para o oceanógrafo João Thadeu Menezes, atual presidente da AOCEANO, nestes sete anos de regulamentação profissional muitas conquistas foram obtidas pela categoria. “Há uma maior disponibilidade de vagas em concursos públicos, onde antes se tinha que brigar por vagas em concursos voltados para áreas de Oceanografia, e também há muito mais postos de trabalhos nos setores públicos e privados, especialmente, no setor privado”, comenta.

Os oceanógrafos integram uma categoria profissional de múltiplas habilidades, com forte formação multi e interdisciplinar e de conhecimento geral e integrado de biologia, física, geologia, matemática e química. Por isso, o oceanógrafo tem se destacado nesse momento que o Brasil investe especialmente nos setores de óleo e gás, portuário, construção naval, entre tantos outros.

Segundo Menezes, o que falta à categoria ainda é um conselho, tema que será debatido no dia 6 de agosto com o ministro do Trabalho, Manoel Dias, juntamente com representantes da Sociedade Brasileira de Meteorologia - SBMET, que também tem interesse nessa questão. Enquanto isso, a solução da AOCEANO foi instituir a Declaração de Habilidade Técnica (DHT), que é um documento que equivale à Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) emitida por alguns conselhos de classe.

“Esta alternativa tem respaldo no Código Civil, que permite que uma entidade de classe, no caso a AOCEANO, assuma as funções de um conselho”, explica o presidente da AOCEANO. Assim, desde a regulamentação da profissão de oceanógrafo, cabe à AOCEANOa emissão das DHTs e, também, de zelar para que instituições públicas e privadas incluam os oceanógrafos em processos seletivos ou concursos públicos, cujas funções exigidas sejam compatíveis com as atribuições do oceanógrafo.

E há mais avanços: a Marinha do Brasil acaba de apresentar o maior navio de pesquisa da história da Oceanografia brasileira, um importante avanço para os profissionais da área. Além disso, em 2013, incluiu em suas normas (NORMAM 25) a AOCEANO como entidade responsável pela emissão de atestados de habilitação aos oceanógrafos como profissionais capacitados para realizarem levantamentos hidrográficos e batimétricos em todo o país.

Ensino mantido

Em relação ao ensino da Oceanografia, a regulamentação da profissão de oceanógrafo não alterou o processo de formação acadêmica, aprovada pelo Ministério da Educação desde a década de 1980.

Hoje, a Oceanografia, que até o fim dos anos 1990 era uma graduação disponível em três cidades (Rio Grande/RS, Rio de Janeiro e Itajaí/SC), é oferecida em 13 universidades de 11 estados de quatro das cinco regiões do país. Elas formam centenas de novos profissionais semestralmente, capacitados para um mercado em franca expansão no Brasil e no exterior.

A regulamentação também deu aos oceanógrafos um dia especial, o dia 8 de junho, Dia Nacional dos Oceanógrafos, mesma data em que se comemora o Dia Mundial dos Oceanos. A escolha foi feita de forma democrática pela internet em 2005, com sugestões diversas de datas e motivações dos profissionais associados à AOCEANO.

Acesse http://goo.gl/6JYPhF e confira os vídeos da aprovação do Projeto de Lei que tramitou na Câmara dos Deputados e do Senado Federal, para posterior sanção presidencial. Mais informações com João Thadeu Menezes, no 47/9188-0808 ou com Fernando Diehl no 47/8805-4691.

Informativo AOCEANO - 005/Agosto/2015

Edição 005/Agosto/2015

DESTAQUE

Marinha apresenta novo navio de pesquisa oceanográfica do Brasil

Conheça detalhes da embarcação em https://goo.gl/3bRUx8

Navio 1

O maior navio de pesquisa da história da oceanografia brasileira chegou medindo 78 metros, equipado com o que há de mais moderno em instrumentação de pesquisa oceanográfica - incluindo um robô submarino com capacidade para mergulhar até 4 mil metros de profundidade – e batizado com o nome de um hidrógrafo da Marinha do século 19, o Vital de Oliveira chegou a Arraial do Cabo (RJ) no dia 14/07 e foi oficialmente apresentado dia 23/07, em uma solenidade no cais da Marinha, em Niterói.

A embarcação de R$ 162 milhões foi comprada por meio de uma parceria público-privada entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Ministério da Defesa, a Petrobrás e a Vale. As empresas são os sócios-majoritários, tendo arcado com dois terços do valor (43% e 23%, respectivamente). O outro terço foi dividido entre os ministérios.

Cientistas brasileiros estão entusiasmados com a chegada do navio, que promete expandir significativamente os horizontes da Oceanografia nacional. Com 8,5 mil quilômetros de costa, o Brasil é o país melhor posicionado geograficamente e cientificamente para explorar o Atlântico Sul, que é um dos oceanos menos estudados da Terra. Sem navios de grande porte à disposição, porém, as pesquisas brasileiras têm sido limitadas às proximidades da costa. Para ir além das águas territoriais, só "pegando carona" em embarcações estrangeiras.

O Vital de Oliveira será empregado no monitoramento e caracterização física, química, biológica, geológica e ambiental de áreas oceânicas estratégicas para a exploração de recursos naturais, com ênfase nos recursos minerais, óleo e gás, ampliando a presença brasileira no Atlântico Sul e Equatorial. Para tanto, o navio é dotado de 28 equipamentos científicos que proporcionam a capacidade de um melhor conhecimento das riquezas da “Amazônia Azul”.

Leia mais em http://goo.gl/eNEDxD.


NOTÍCIAS

Ministro do Trabalho receberá oceanógrafos e meteorologistas em Brasília

Objeto é debater, entre outros temas, sobre regulamentação de leis trabalhistas

Representantes da Associação Brasileira de Oceanografia – AOCEANO e da Sociedade Brasileira de Meteorologia – SBMET, acompanhados do deputado estadual por Santa Catarina, Nikolas Reis (PDT), estarão nesta quinta-feira, 6 de agosto, em reunião com o ministro do Trabalho, Manoel Dias, em Brasília. 

Na pauta, a necessidade de um entendimento sobre as leis que regulamentam ambas as profissões. “Estamos em busca de um caminho, um entendimento para a lei que regulamentou, em 2008, a profissão de Oceanógrafo”, explica o presidente da AOCEANO, oceanógrafo João Thadeu de Menezes.

No encontro também estará presente o presidente da SBMET, meteorologista Rômulo Paz, e o oceanógrafo Fernando Luiz Diehl, conselheiro diretor da AOCEANO, responsável por conduzir o processo de regulamentação da Lei 11.760, que dispõe sobre a regulamentação da profissão de oceanógrafo.

Fórum cobra governo sobre agenda política voltada aos Oceanos

Em pedido de audiência, FBOMS lista pendências do Brasil em relação ao tema

O Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento - FBOMS (http://fboms.org.br), criado em 1990 para facilitar a participação da sociedade civil na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92), cobrou do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação – MCTI uma audiência em setembro para tratar de diferentes temas relacionados a Agenda Socioambiental 2015-2019 – Bioma Oceano, instituída em 2012 após a Cúpula dos Povos (Rio+20).

“A grave situação da saúde oceânica nos alarma para a urgência em buscar soluções rápidas; mas com direcionamento de longo prazo, para os problemas e oportunidades sociais e ecológicas incidentes na Zona Econômica Exclusiva e águas internacionais do Atlântico Sul”, explicou Silvia Alcântara Picchioni, membro da Coordenação Nacional do FBOMS, em documento enviado ao ministro Aldo Rebelo. 

Entre os questionamentos do Fórum, cuja lista com 11 itens está disponível em www.fboms.org.br, estão a participação brasileira na Aliança de Pesquisa para o Oceano Atlântico, questionamentos sobre iniciativas de avanço para a agenda de Planejamento Espacial Marinho e estratégias públicas para o envolvimento da sociedade no conhecimento oceânico.

Oceanógrafo ganha prêmio de excelência e qualidade

Edson Barbieri é pesquisador do Instituto de Pesca de SP

edisonbarbieri 8963Pela primeira vez um oceanógrafo é agraciado com o Prêmio Excelência e Qualidade Brasil 2015. Edson Barbieri foi premiado na categoria “Profissional do Ano – Destaque Socioambiental”. A premiação é organizada e oferecida pela Associação Brasileira de Lideranças.

Edison Barbieri é oceanógrafo com habilitação em oceanografia biológica e geológica, mestre em geografia física e concluiu o doutorado em Oceanografia (Oceanografia Biológica) pela Universidade de São Paulo em 2000. Foi do conselho universitário, de pós-graduação e do Instituto de Estudos Avançados da USP. Também foi professor da Universidade São Francisco, Universidade São Camilo e da Universidade Federal de Sergipe. Atualmente é Pesquisador nível 6 e professor credenciado no programa de pós graduação em Aquicultura e Pesca no Instituto de Pesca.

Entre os profissionais já agraciados com esta premiação estão personalidades póstumas como o geógrafo Assis Ab´Saber e os sociólogos Milton Santos e Florestam Fernades.


AGENDA

A “The World Academy of Sciences – TWAS” está com programas de intercâmbio em pesquisa para profissionais ligados às ciências do mar. São diversos programas com fim do período de inscrição em outubro de 2015. Saiba mais acessando www.twas.org

 

Marinha apresenta novo navio de pesquisa oceânica do Brasil

Conheça detalhes da embarcação no link.


Navio 2

O maior navio de pesquisa da história da oceanografia brasileira chegou ao País trazendo a reboque um misto de esperança e preocupação para a comunidade científica nacional. Medindo 78 metros, equipado com o que há de mais moderno em instrumentação de pesquisa oceanográfica - incluindo um robô submarino com capacidade para mergulhar até 4 mil metros de profundidade – e batizado com o nome de um hidrógrafo da Marinha do século 19, o Vital de Oliveira chegou a Arraial do Cabo (RJ) no dia 14 e foi oficialmente apresentado na terça-feira, dia 23/07, em uma solenidade no cais da Marinha, em Niterói.

A embarcação de R$ 162 milhões foi comprada por meio de uma parceria público-privada entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Ministério da Defesa, a Petrobrás e a Vale. As empresas são os sócios-majoritários, tendo arcado com dois terços do valor (43% e 23%, respectivamente). O outro terço foi dividido entre os ministérios.

Cientistas brasileiros estão entusiasmados com a chegada do navio, que promete expandir significativamente os horizontes da Oceanografia nacional. Com 8,5 mil quilômetros de costa, o Brasil é o país melhor posicionado geograficamente e cientificamente para explorar o Atlântico Sul, que é um dos oceanos menos estudados da Terra. Sem navios de grande porte à disposição, porém, as pesquisas brasileiras têm sido limitadas às proximidades da costa. Para ir além das águas territoriais, só "pegando carona" em embarcações estrangeiras.

"Fazemos muita Oceanografia costeira, mas pouca Oceanografia de grande escala, de importância global", diz o pesquisador Carlos Garcia, do Instituto de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Para ele, passou da hora de o Brasil "ocupar cientificamente" seu lugar no oceano.

Com capacidade para transportar 40 pesquisadores e um raio de ação de 13 mil km, o Vital de Oliveira promete dar ao Brasil essa tão sonhada autonomia logística e tecnológica de exploração oceânica. "Finalmente vamos fazer ciência de gente grande no mar", disse ao jorjnal “O Estado de S. Paulo” o coordenador para Mar e Antártica do MCTI, Andrei Polejack.

Polejack diz que não deverá haver conflitos de uso da embarcação entre indústria e academia. "Os dados que precisamos no Atlântico Sul são tão básicos que atendem aos interesses de todos", diz.

Metodologia

A metodologia que será usada para distribuir o tempo de uso do navio pela comunidade científica ainda não foi definida. O mais provável, segundo o “Estado” apurou, é que sejam abertos editais para submissão de projetos, que serão selecionados por uma comissão. A meta é que o navio opere no mar 180 dias por ano.

O Vital de Oliveira será operado pela Marinha e sua gestão ficará a cargo de um comitê com representantes dos quatro parceiros (Petrobrás, Vale, MCTI e MD). Sua missão científica deverá ser orientada por um novo Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas e Hidroviárias, que está em processo de criação e tem como meta obter contratos de gestão da embarcação.

A ideia é fazer cruzeiros de pesquisa que atendam aos interesses de todos os parceiros simultaneamente, mas não estão descartadas saídas de interesse exclusivo da indústria. A ênfase, segundo um comunicado da Marinha, será em pesquisas relacionadas a "recursos minerais, óleo e gás".

Por: Herton Escobar – “O Estado de S. Paulo”
http://goo.gl/4vE0ou