BRASIL OBTÉM AUTORIZAÇÃO INTERNACIONAL PARA EXTRAIR AS RIQUEZAS DO LEITO DO ATLÂNTICO SUL


País poderá estudar e explorar economicamente, durante 15 anos, os recursos minerais existentes em uma área de 3 mil km² numa região conhecida como Alto do Rio Grande.


A partir deste mês de novembro, o Serviço Geológico do Brasil, em parceria com várias instituições civis e militares do país, pode realizar a exploração mineral de uma área do leito submarino do Atlântico Sul – 1.500 km a sudeste do Rio de Janeiro e a 1.300 km, em linha reta, da cidade de Porto Alegre. A permissão da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISBA), órgão vinculado à Organização das Nações Unidas, através da assinatura do contrato de compromisso entre a ISBA e o governo brasileiro, foi dada em cerimônia realizada no dia 9 deste mês, no Ministério de Minas e Energia, em Brasília.


Este é o primeiro contrato firmado pela ISBA com um Estado do Hemisfério Sul. Seu termo de compromisso coloca o Brasil no seleto grupo de nações que estão na vanguarda das pesquisas minerais nos oceanos, como a Rússia, Noruega, França, China, Alemanha, Japão e Coreia.


A aprovação da proposta brasileira de exploração mineral do Atlântico Sul aconteceu durante a 20ª Sessão Anual do Conselho da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISBA), realizada em agosto de 2014, em Kingston, na Jamaica – evento que reuniu representantes de mais de 160 países. A proposta brasileira se destacou pela forte integração entre meio ambiente e geologia.


Por meio desse contrato, o Brasil poderá estudar e explorar economicamente, durante 15 anos, os recursos minerais existentes em uma área de 3 mil km² – repartida por 150 blocos de 20 km² cada – numa região conhecida como Alto do Rio Grande, que é uma elevação submarina, localizada em águas internacionais. Seu topo se encontra a 800 m de profundidade.


A Elevação do Alto Rio Grande é considerada parte do patrimônio comum da Humanidade, e os brasileiros esperam encontrar nessa região veios de cobalto, níquel, platina, manganês, tálio e telúrio. As atividades de prospecção usarão intensamente os serviços do navio oceanográfico Vital de Oliveira, da Marinha do Brasil.


Nos últimos cinco anos, foram investidos cerca de R$ 60 milhões em pesquisas no Atlântico Sul. Esses recursos vieram do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento. Para desenvolver o plano de trabalho previsto no contrato, serão necessários mais de US$ 11 milhões.


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