SOBRE A IMPORTÂNCIA DA OCEANOGRAFIA: FALTA DE DADOS CONTRIBUIU PARA QUEDA DE CICLOVIA NO RJ


Jornalista Herton Escobar, do jornal “O Estado de S.Paulo”, relata como o mar de lama da Samarco (Vale/BH Billiton) se espalha pelo litoral do Espírito Santo.

Uma série de irregularidades e descumprimentos de normas de segurança e de licitação levou ao desabamento de um trecho da Ciclovia Tim Maia, próximo ao Leblon, na zona Sul da capital fluminense, no dia 21 de abril de 2016. O acidente, que aconteceu durante uma ressaca no mar, causou a morte de duas pessoas.

A constatação é do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ), que divulgou no fim de maio um laudo pericial com os resultados do estudo sobre a queda da ciclovia. Uma das principais conclusões é que houve falha na elaboração do projeto, já que faltaram estudos preliminares oceanográficos dos efeitos das ondas sobre a estrutura da ciclovia.

Segundo o documento, a Fundação Instituto de Geotécnica (Geo-Rio) não tinha experiência para licitar e fiscalizar uma obra da complexidade como a exigida pela ciclovia, falhando na fiscalização do empreendimento. O grupo de trabalho para investigação das causas do acidente destaca alguns pontos que contribuíram para o desabamento, como a falta de estudos oceanográficos nos projetos básico e executivo. A única referência na memória de cálculo das empresas subcontratadas pelo consórcio responsável pela obra foi considerar, em todos os vãos, o efeito das ondas sobre os pilares a uma altura de até 2,5 metros.

Na avaliação dos engenheiros do CREA-RJ, o consórcio vencedor “deixou de contratar e não realizou o projeto executivo de obras de arte especiais, prevendo estudos oceanográficos e não foi verificada nenhuma sanção contratual pelo contratante”.

Leia a reportagem completa no site da EBC Agência Brasil.






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