17º CONGRESSO LATINO-AMERICANO DE CIÊNCIAS DO MAR – COLACMAR’2017 COLOCA SAÚDE AMBIENTAL E VIABILIDADE ECONÔMICA DOS OCEANOS COMO PRIORIDADES

27 Nov 2017

 

Diferentes questões ligadas aos oceanos e que envolvem as suas relações com a sociedade, estiveram em pauta no 17º Congresso Latino-Americano de Ciências do Mar – COLACMAR’2017. Entre eles, um workshop das Organização das Nações Unidas – ONU sobre avaliações globais e integrada dos oceanos, realizado pela primeira vez no Brasil, e o 1º Simpósio Brasileiro de Hidrografia Portuária, que com ineditismo e apoio da Marinha do Brasil, debateu aspectos logísticos e operacionais da hidrografia brasileilra. O COLACMAR’2017 foi realizado entre 13 e 17 de novembro, no Centro de Convenções do Hotel Sibara Flat, em Balneário Camboriú, e reuniu representantes de 36 países, além do Brasil.

 

Logo na solenidade de abertura do COLACMAR’2017, o tom entre as autoridades presentes já dava sinais do que viria a ser a semana de congresso. “O COLACMAR é o mais importante congresso do gênero na América Latina, um dos mais respeitados do mundo, e frente às demandas urgentes relacionadas aos oceanos, como tal tem a responsabilidade de viabilizar às nações costeiras o conhecimento necessário sobre diversos aspectos das ciências do mar”, destacou o pesquisador colombiano Néstor Hernando Campos, presidente da Associação Latino-Americana de Pesquisadores em Ciências do Mar – ALICMAR, ao dar início oficial ao congresso.

 

Neste sentido, a contribuição do COLACMAR’2017 foi significativa. Deixou para os anais da comunidade científica centenas de estudos apresentados em painéis e de forma oral, além de minicursos, exposições, conferências, palestras e debates. “Toda a programação foi construída com o objetivo de promover a diversidade de temas proporcionando ampla participação dos congressistas a todo nosso planejamento”, ressalta o presidente do congresso, Fernando Luiz Diehl.

 

Hidrografia portuária em pauta

 

Representando a Marinha do Brasil no COLACMAR’2017, o vice-almirante Marcos Sampaio Olsen, diretor da Diretoria de Hidrografia e Navegação – DHN, destacou os rumos da hidrografia brasileira e ressaltou a data que celebra a Amazônia Azul, um grande território costeiro do Brasil equivalente à área de floresta amazônica.

 

“Estamos todos aqui imbuídos no propósito de realizar debates em torno de uma das maiores riquezas do Brasil, a Amazônia Azul, cuja extensão territorial brasileira corresponde à da Floresta Amazônica e que no dia 16 de novembro foi celebrada como importante área natural, e de conservação necessária, do território brasileiro”, apontou o vice-almirante.

 

A DHN foi correalizadora do 1º Simpósio Brasileiro de Hidrografia Portuária: Aspectos Náuticos e Operacionais, protagonizando debates sobre os usos e o desenvolvimento da hidrografia brasileira. O simpósio reuniu os principais nomes da navegação, praticagem e estudos meteorológicos e hidroceanográficos no Brasil e no mundo.

 

Outros temas

 

Um novo panorama no setor de produção de óleo e gás brasileiro foi destacado durante o COLACMAR’2017. Tratou sobre o descomissionamento ou desativação de plataformas de petóleo. Existem no Brasil cerca de 150 plataformas offshore, e cerca de 15% delas deverão estar em situação de estudos para descomissionamento no período 2017-2020. Empresas operadoras de Petróleo e Gás que já vêm atuando nesta atividade no Golfo do México, na África e no Mar do Norte, tiveram representantes presentes no COLACMAR’2017. Grupos brasileiros de estudos envolvendo Agência Nacional de Petróleo – ANP, IBAMA, Marinha e Petrobras, também marcaram presença. Eles atuam com base a Resolução ANP 27/2006, que trata da desativação de instalações de produção de petróleo.

 

Operações oceânicas também foram foco de reuniões que trataram sobre o grande acúmulo de plásticos nos mares. Para tratar do tema, o congresso contou com a participação do oceanógrafo Regis Pinto de Lima, coordenador-geral de Gerenciamento Costeiro no Ministério do Meio Ambiente. Ele é representante brasileiro em fóruns de discussões internacionais sobre o descarte de lixo nos oceanos e também coordena grupos de trabalhos no Brasil para a avaliação global dos oceanos.

 

O desenvolvimento de tecnologias para ambientes costeiros, marinhos e oceânicos, e o mercado de trabalho para as ciências do mar, também estiveram presentas na extensa programação debatidos durante os cinco dias de congresso.

 

Próxima edição

 

O Congresso Latino-Americano de Ciências do Mar – COLACMAR se despede de Balneário Camboriú nesta sexta-feira, dia 17. Mas a Associação Latino-Americana de Pesquisadores em Ciências do Mar - ALICMAR, responsável pelo evento, permanecerá na cidade pelos próximos dois anos. Atendendo ao seu estatuto, ao fim de cada congresso ocorre a substituição do presidente da entidade. Toma posse o presidente da última edição do congresso realizado. No caso, o oceanógrafo Fernando Luiz Diehl será o novo presidente da ALICMAR até a realização do 18º COLACMAR, já confirmado para ser realizado na cidade de Mar Del Plata, na Argentina.

 

“É sempre uma responsabilidade muito grande conduzir uma entidade com o respeito que dispõe a ALICMAR em todo o mundo, mas já ocupamos esta atribuição em outras ocasiões e contamos com forte envolvimento dos parceiros latino-americanos, para viabilizar as ações necessárias para a promoção do conhecimento das ciências do mar em nosso continente”, diz Fernando Diehl.

 

O COLACMAR é uma realização bianual da ALICMAR e neste ano foi realizado em parceria com a Associação Brasileira de Oceanografia – AOCEANO, a Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC e a Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI, e apoio da Marinha do Brasil, através da Diretoria de Hidrografia e Navegação – DHN.

 

Em breve, nas plataformas da ALICMAR e da AOCEANO, será publicado o livro de resumos do congresso, importante adendo ao acervo da comunidade científica internacional. 

 

Por enquanto, confira o acervo de fotos do 17º COLACMAR na página da AOCEANO no Facebook. As imagens são do fotógrafo e jornalista David T. Silva.

 

 

 

 

 

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