PESQUISA LIDERADA POR PESQUISADORES DE OCEANOGRAFIA JÁ HAVIA IDENTIFICADO REGISTROS DE TERREMOTOS NAS ROCHAS DO FUNDO DO MAR DE SANTA CATARINA

30 Apr 2018

 

Por: Antonio H. F. Klein (1), Ricardo P. Meireles (2) e Elírio E. Toldo Jr. (3)

 

Projetos financiados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPQ, com apoio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia - Oceanografia Integrada e usos múltiplos da Plataforma Continental e Oceano Adjacente - Centro de Oceanografia Integrada - INCT-Mar COI / Geodiversidade descreve registros de terremotos no passado geológico, como evidencias desses eventos em Florianópolis e regiões adjacentes. Os primeiros trabalhos com estes registros foram publicados em 2016.

 

Durante a realização do Projeto foi realizada a aquisição e a integração dos dados geofísicos da plataforma interna adjacente a Ilha de Santa Catarina e regiões vizinhas, antes esparsos e desconectados, numa extensão de 456 km de dados sísmicos de alta-resolução. O projeto mapeou das áreas marinhas da Baía da Pinheira, Baía de Tijucas e Ilha de Santa catarina.

 

Como um dos principais resultados, foi o encontro de extensos depósitos de sedimentos subsuperficiais com a presença de estruturas deformadas na região marinha adjacente ao norte da Ilha de Santa Catarina (30 metros de coluna de água), que foram descritas como resultado de atividade sísmica, devido a existência de sedimentos deformados (de 20 a 30 metros de espessura).

 

Uma variedade de fatores pode causar deformação de sedimentos, entretanto quando se encontra depósitos extensos como correlação lateral como os vistos nos registros de subsuperfícies (sísmica rasa) obtidos, mesmo em regiões onde existe pouca atividade sísmica, como em SC, é um indicativo de presença de atividade sísmica (leve a moderada).

 

O tipo de dimensão do depósito deformado tem uma relação direta com a magnitude do abalo sísmico. Estruturas de liquefação dos sedimentos devido a abalos sísmicos, como os encontrados na região, estão associados a magnitudes maiores que 5 e a distancias não maiores que 40 km do epicentro (estatisticamente a literatura diz que isso ocorre em 90% dos casos). Isto implica que o epicentro que gerou estes sedimentos localizou-se no passado geológico próximo a Ilha de Santa Catarina e pode ter sido de magnitude maior que o registrado no dia 13-04-2018 (magnitude 3,6).

 

Os estudos mostraram ainda que houveram duas fases de atividades sísmicas deste o Pleistoceno Superior, o que parece indicar a existência de processos de reativação de falhas geológicas.

 

Nestes mesmos estudos foram identificadas falhas nos depósitos de sedimentos ao sul da Ilha de Santa Catarina, que coincidem com a área do epicentro do registro de abalo sísmico que que ocorreu no dia 13-04-2018.

 

1- Prof. da Coordenadoria Especial de Oceanografia, Centro de Ciências Físicas e Matematicas, Universidade Federal de Santa Catarina. 2- Prof. do Departamento de Oceanografia, Instituto de Geociências, Universidade Federal da Bahia. 3- Prof. do Centro de Estudos de Geologia Costeira e Oceânica, Instituto de Geociências, Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

 

 

 

 

Please reload

Posts Em Destaque

AOCEANO PARTICIPA DO I FÓRUM BRASILEIRO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO PARA OS OCEANOS, EM SALVADOR, BAHIA

May 21, 2019

1/10
Please reload

Posts Recentes
Please reload

Arquivo
Please reload

Siga
  • Black Facebook Icon
  • Black Instagram Icon

HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO

Segunda a Sexta  8h - 12h

                              14h - 18h

ENDEREÇO

Avenida Rui Barbosa, nº 372, Sala 04

Bairro Praia dos Amores

Balneário Camboriú, SC

CEP: 88331-510

aoceano@aoceano.org.br

Tel. fixo: (47) 3367-2202 Cel: (47) 9 9686-9867

Associação Brasileira de Oceanografia

CNPJ 90.221.151/0001-62

 

  • Black Instagram Icon
  • Facebook Basic Black